
12
nov 10
Grupo-pesquisa de dança formativa
Exclusivamente para pessoas que já passaram pelos seminários de anatomia emocional e biodiversidade subjetiva.

Desde 2009 estamos desenvolvendo no Laboratório, Regina Favre e Beto Teixeira, juntamente com um grupo de 6 pessoas uma pesquisa de como o corpo em seu processo formativo pode gerar dança como linguagem e expressão do próprio processo existencial de cada corpo. Estamos buscando 6 novos dançantes entre participantes e ex-participantes dos seminários, pessoas que já tenham experiência com o processo formativo em seus corpos.
Interessa-nos pesquisar:
- Como o corpo vivido se decodifica em bomba pulsátil e suas propriedades.
- Como o vivido vira imagem-cena.
- Como produzir experimentações com as gramáticas do formativo.
- Como fazer o trânsito entre o vídeo-registro e muscularização de uma forma dançável.
- Como editar e fixar coreografias a partir dos repertórios somáticos emergidos.
O que temos feito até aqui:
Encontros semanais de 2h onde trabalhamos com consignas, organização dos corpos, ondas motoras e sensíveis das pessoas, repetições, gravação em vídeo… compartilhamos afetações, co-corpamos modos e comos, guardamos o acontecido gravado em vídeo, fotografado e anotado em um blog fechado para o grupo…
O que pretendemos:
Prosseguir trabalhando na nossa pesquisa, colocando todos em múltiplas funções, saindo do lugar de apenas receber e experimentar a consigna, mas
também olhar, descrever, desenhar, filmar, fotografar, blogar,
trazer imagens, produzir um pouco do ambiente de aprendizagem e produção coletiva que acontece nos grupos dos Seminários.
Assistir vídeos de bailarinos e coreógrafos que admiramos bem como de acontecimentos dos Seminários onde podemos eleger imagens que nos interessem …
Produzir nossos vídeos para poder nos assistir e trabalhar com estas afetações também… Olhar o outro fazendo, anotar e fazer somagramas e descrições. Co-corpar com o outro e encarnar afetações que nos produzem…
18
dez 09
o que aconteceu no dia 15.12.09
No nosso último encontro de 2009 assistimos um vídeo de um espetáculo da Pina Bausch. Todos os dançarinos tem acima de 65 anos e nenhuma experiência prévia em dança. Incrível!
Abaixo um pequeno trecho… Que nosso 2010 seja muito dançante!
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=wf1UeHTxKOI&hl=pt_BR&fs=1&]
27
nov 09
o que aconteceu nos dias 17 e 24.11.09
Os dois encontros tiveram a mesma estrutura de trabalho. O Beto focou toda a aula em torna da estruturação da bacia e posicionamento do sacro.
Andar pela sala e perceber a superfície do corpo, onde está a excitação? O que eu faço para sustentar essa excitação?
Deitados de barriga para cima, deixando o corpo relaxado
Aproximar os pés e alinhar a tíbia. Deixar o sacro deslizar no chão e aproximar o cóccix do osso púbis. Deixar essa organização reverberar pelo corpo e ver que mudanças acarreta. Fazer 4 vezes.
Deitar de lado com joelhos perto do tronco
Fazer a mesma estruturação da bacia, alargar o sacro e aproximar o cóccix do púbis. Fazer algumas vezes e depois, a partir dessa estruturação, virar o corpo para o outro lado com o máximo de relaxamento possível, sem acionar outros músculos, repetir para o outro lado o mesmo movimento.
Sentados com as pernas cruzadas
Fazer a mesma estrutura de bacia.
Andar pela sala se movimentando a partir da bacia.
O Beto também deu algumas diagonais trabalhando a mesma estrutura.
27
nov 09
O que aconteceu no dia 10.11.09
A aula foi com a Regina, que começou perguntando como estavam os encontros, o que cada um poderia falar do que está acontecendo.
Depois que todos partilharam a sua experiência Regina pediu para performarmos um discurso; “um corpo que fala, ouve e vê num campo corpante”
FALAR E FAZER
Como cada um sóla e como isso reverbera no campo corpante, afetando e sendo afetado.
Pediu para ficarmos de pé e perceber a superfície do corpo e também perceber onde está a excitação.
Fazer pequenos movimentos com as mãos e perceber a intensidade, no que isso reverbera no corpo?
Andar pela sala, se mover a partir do pulso, voltar a atenção para as três bombas, experimentar diferentes graus, diferente intensidades. O que cada intensidade comunica? Deixar o pulso seguir e sentir seu efeito. Reconhecer a qualidade da energia… reconhecer as paredes… O que essas diferentes intensidades configuram?
Paramos por uns minutos e conversamos sobre a experiência. Regina diz: “Quando aparece uma nova forma podemos reconhecer e re-usar, voltar a ela. Entender seu sentido. Essa é uma forma formativa.”
Regina pede para voltarmos a experimentar mas em outra posição, complementando o exercício anterior.
Seguiu-se uma conversa final.





